“Eu acho que tudo aquilo que seja organismo dependente do ministro Mário Lino está sob suspeita.”
(Miguel Sousa Tavares, “Jornal Nacional”, TVI, 13-11-2007)
Eu acho que tudo aquilo que seja dependente do ministro Mário Lino está sob suspeita.
Eu acho que o ministro Mário Lino está sob suspeita.
blogoberto, chico-esperto
domingo, 18 de novembro de 2007
O que os outros disseram (XXXVI)
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segunda-feira, 5 de novembro de 2007
A continuada ignomínia das juntas médicas
Ontem à noite entrei no portal do Governo e enviei ao Primeiro-Ministro a missiva que se segue:
“Não posso deixar de manifestar a minha indignação e o meu repúdio pela continuação da ignomínia que tem acontecido com as juntas médicas da Caixa Geral de Aposentações. Ainda ontem vi no telejornal mais um caso verdadeiramente escandaloso, que só num país de fantoche como este é que pode acontecer. Isto é pior que o terceiro mundo. Uma mulher que está quase imobilizada e não consegue fazer nada sozinha foi mandada apresentar-se no serviço porque é muito nova para se reformar. Para além de chocante, isto é profundamente revoltante para qualquer ser humano com um pingo de sentimentos e humanidade, coisa que os zelosos funcionários das juntas médicas parecem desconhecer.
Perante a sucessão de casos destes, não posso deixar de me perguntar que tipo de missão está aquela gente a fazer, se não serão mais uns “boys” ao serviço de um qualquer interesse obscuro. Pergunto-me também se a atitude seria a mesma se vissem um familiar seu na mesma situação. E pergunto-me ainda durante quanto tempo mais esta vergonha ainda irá durar e se você, sr. Primeiro-Ministro, mais o seu governo, não pretende fazer nada para pôr cobro a esta situação terceiro-mundista.
Se calhar isto vai durar até que algum doente mais exaltado, ou algum seu familiar, se levante da sua cadeira e dê com ela nas trombas de algum desses pseudo-médicos, que afinal não passam duns valentes pulhas!”
Por coincidência, hoje o Ministro das Finanças deu ordem à ADSE para reavaliar a situação. Vá lá, haja alguém ainda com uma réstia de bom-senso e vergonha na cara, que os filhos da puta das juntas médicas não têm nem uma coisa nem outra.
Kroniketas, sempre kontra as tretas
sexta-feira, 12 de outubro de 2007
Controlar os manifestantes?
Depois do que se passou com a polícia na manifestação da Covilhã, é impressão minha ou estamos a assistir a uma progressiva instalação de tiques pidescos?
blogoberto, chico-esperto
quinta-feira, 11 de outubro de 2007
Orçamento de Estado
O governo entregou a proposta de Orçamento de Estado para 2008. Deixem-me adivinhar o que vai acontecer: o PS vai votar a favor e toda a oposição vai votar e zurzir sem dó nem piedade no orçamento.
Vai uma aposta?
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sábado, 28 de julho de 2007
O que os outros disseram (XXXIII)
“Num país normal, (Fernando) Charrua seria indemnizado e reintegrado na DREN. E a sra. Margarida Moreira demitia-se, ou seria demitida, por andar a perseguir politicamente os seus funcionários. Mas este não é um país normal.”
(João Pereira Coutinho, “Expresso”, 28-7-2007)
sexta-feira, 27 de julho de 2007
Arquive-se
Agora, para enterrar de vez o caso, só falta arquivar a Margarida Moreira.
Kroniketas, sempre kontra as tretas
terça-feira, 24 de julho de 2007
Os “lisboetas” de Cabeceiras de Basto
Esta gente não tem a noção do ridículo. Aquele espectáculo patético dos velhotes que vinham de excursão e foram levados à porta do hotel Altis, para festejar a estrondosa vitória do candidato António Costa com uns fabulosos 57.000 votos em Lisboa, e que foram apanhados de surpresa pelas televisões e só sabiam que ali estavam porque o motorista sabia o caminho, é das cenas mais caricatas a que já assisti e revela bem o despudor em que caiu um partido que de esquerda já tem muito pouco e de socialista, de certeza, já não tem nada. Deviam mudar o nome, como outros fizeram, e chamar-lhe partido dos “boys”, ou dos corruptos, ou dos compadrios.
Das poucas vezes que votei no PS em eleições nacionais acabei sempre por me arrepender, porque no governo consegue sempre ser mais direitista que os partidos de direita. Mas o mais grave é o completo despudor em que se caiu, com o compadrio descarado com os lóbis da construção civil, os paus-mandados que agora funcionam como bufos, a partidarização do Estado, a tentativa de imposição de leis que representam um retrocesso ao 24 de Abril.
Aquilo que se tem passado com a reforma selvagem da Administração Pública, com o processo do novo aeroporto de Lisboa, com os projectos de construção desenfreada ao arrepio de todas as regras, com as juntas médicas, com os delatores dos que “ofendem” o governo, com a tentativa de liberalização dos despedimentos que até o ex-Ministro Bagão Félix considera “um arbítrio inaceitável”, é uma completa ignomínia que devia fazer corar de vergonha uns quantos imbecis que andam por aí a responder pela alcunha de ministros. Esta gente perdeu o respeito pelo país, pela democracia e, pior que tudo, pelo passado do próprio partido que os colocou lá. Já quase nada resta do partido que durante três décadas se ufanou orgulhosamente de ter ido para a fonte luminosa lutar pela democracia e para derrotar o papão comunista. Agora só resta um partido cuja prática me mete nojo.
Já quase me apetece dizer como Miguel Sousa Tavares escreveu há pouco tempo no Expresso: se isto é a esquerda, que venha a direita...
Kroniketas, sempre kontra as tretas
segunda-feira, 11 de junho de 2007
Ai que saudades que eu já tinha de Alcochete!...
Claro que esta situação faz surgir algumas perguntas: será que os nossos patrões estão a ganhar juízo e a começar a fazer coisas úteis? Será que o Lino ainda andará a contar anedotas ministeriais daqui a 3 meses? Será que isto não é apenas para facilitar a vida ao Costa e depois não volta tudo à Ota?
quarta-feira, 30 de maio de 2007
O que os outros disseram (XXXII)
domingo, 27 de maio de 2007
Socas e Guidinha, Episódio 1 - aDRENalina
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segunda-feira, 14 de maio de 2007
Oportunismo político tuga
Ao afirmar que não estava agarrado ao poder, foi precisamente essa a imagem que deixou ao país. Aliás, é sempre essa a imagem que os políticos deixam passar para a opinião pública: a de que se agarram, que nem lapas, ao “tacho” e só saem se forem empurrados. Para completar o ramalhete da pouca-vergonha e deitar por terra o pouco de credibilidade que lhe restava, desatou a fazer nomeações oportunistas antes de se ir embora, arranjando uns “tachos” de última hora aos amigalhaços. Assim é que é.
O facto de Carmona só ter caído após as renúncias dos vereadores da oposição deixa em aberto uma questão, para mim incompreensível: então o Presidente da República pode demitir o Primeiro-ministro, pode dissolver a Assembleia da República, se verificar que não está assegurado o regular funcionamento das instituições, e não há ninguém que tenha poder para demitir um Presidente de Câmara? E depois assistimos a este espectáculo patético de ver os líderes partidários a retirar a confiança política àqueles que elegeram sem conseguir apeá-los da cadeira do poder, e a debates intermináveis acerca da atitude que estes deveriam tomar quando estão a contas com a justiça. Ora isto só acontece porque os próprios políticos, sempre tão prolíficos a legislar contra os cidadãos, não são capazes de legislar para si próprios, impondo-se uma suspensão automática dos mandatos quando são confrontados com processos judiciais. É assim nas autarquias, no governo, na Assembleia da República, onde aliás gozam do estatuto de imunidade parlamentar e só por vontade própria podem abdicar da mesma.
Houvesse uma lei que os suspendesse imediatamente e não teríamos que assistir a este desfilar de pouca-vergonha e oportunismo com que somos brindados regularmente, com candidatos arguidos a fazerem-se eleger por populações incapazes de ter um momento de lucidez. Lembram-se de Fátima Felgueiras, Valentim Loureiro e Isaltino Morais? Da mesma forma que é completamente absurdo que possa haver eleições para a Câmara e não para a Assembleia Municipal, ficando tudo ao critério dos partidos. De quem é a culpa, afinal, senão dos próprios agentes do sistema e dos que dele retiram benefícios?
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quinta-feira, 22 de março de 2007
Um país à mercê do mar
Os recentes avanços do mar em Esmoriz e na Costa de Caparica vieram pôr a nu o estado calamitoso de um dos melhores bens que existem em Portugal, os cerca de 800 km de costa. Após 30 anos de poder autárquico em democracia, o resultado dramático de políticas de construção irresponsáveis e criminosas na orla costeira, promovidas por presidentes de Câmara incompetentes, é este: o desastre está aí à porta.
Num país onde vale tudo para encher de betão qualquer bocadinho de terreno que possa ser atulhado de gente, estamos a começar a aprender da pior forma que com o mar não se brinca. Construções nas dunas, esporões pelo mar dentro que modificam as marés, falta de planeamento na construção de portos e barragens, sem cuidar de saber dos impactos que isso poderia provocar no movimento de areias, tudo tem contribuído para se chegar ao ponto onde estamos agora: o mar a entrar pela terra, levando tudo à sua frente e pondo em risco populações que nem deviam ali estar, e que muitas vezes construíram clandestinamente em locais de risco. A falta de respeito pelos cursos de água e pela força das marés levou a uma situação em que a única solução visível é gastar mais alguns milhões de euros a reconstruir barreiras destruídas pelo mar e a repor toneladas de areia que o mar irá levar novamente.
Assim se vai vivendo alegremente neste país de faz de conta. Quando o mar avança não há quem o segure, quando o calor aperta metade do país arde, quando alguém tem um acidente a 200 km de Lisboa demora 7 horas a chegar ao hospital e morre porque não se podia fazer mais nada, quando um barco naufraga à vista da costa os pescadores afogam-se porque a marinha, de tão ocupada que anda a fazer sabe-se lá o quê, não chega a tempo e todos os responsáveis acham que cumpriram a sua obrigação. Assim como aqueles que deixaram transformar a orla costeira num imenso estaleiro. Todos cumprem a sua obrigação. Até os polícias de trânsito que andam a multar carros mal estacionados em vez de regularem o trânsito nos cruzamentos.
Kroniketas, sempre kontra as tretas
segunda-feira, 19 de março de 2007
O fim do embuste
E as condições do terreno, alagadiço, onde passam 3 cursos de água? Tudo questões de somenos? Para o Ministro das Obras Públicas parece que sim, pois já disse que a decisão é irreversível. Pois claro. Quando nos querem enfiar o barrete, sejam quais forem as razões que desaconselhem a decisão, ela está tomada de modo a levar o embuste até ao fim. É o bando dos embusteiros.
Kroniketas, sempre kontra as tretas
domingo, 4 de fevereiro de 2007
O país dos trogloditas (III)
Troglodita 4 - O Ministério da Saúde quer que as urgências de Grândola funcionem de 2ª a 6ª feira, até às 18 horas. Nos feriados e fins-de-semana estarão fechadas. Se houver mais algum acidentado por ali bem pode morrer. Vá lá que não é tão longe de Lisboa como Odemira.
Troglodita 5 - O Ministro da Economia apontou a baixa massa salarial dos trabalhadores portugueses como factor de competitividade da economia portuguesa face à China, onde por acaso a massa salarial ainda é mais baixa.
Este país é só rir. Só nos saem na rifa estas bestas quadradas.
Valter Rego, observador desassombrado
terça-feira, 23 de janeiro de 2007
Petição contra a TLEBS
Já lhe chamaram “O monstro”. Já há um movimento contra a sua aplicação. Já há uma petição para entregar na Assembleia da República a circular na Internet para recolha de assinaturas.
É a famigerada TLEBS (Terminologia Linguística para os Ensinos Básico e Secundário), que vai dar cabo da cabeça a alunos, pais e professores, que vai desvirtuar todos os conceitos tão simples e fáceis de perceber como “sujeito” ou “predicado”, que foram usados durante década, para introduzir uns verdadeiramente inexplicáveis e incompreensíveis, de tão absurdos que são. Ninguém a quer, a não ser uns quantos iluminados que se entretêm a contemplar a sua própria sapiência fazendo-o de modo a tornar a vida dos outros o mais difícil que lhe seja possível.
Se você, caro leitor, cara leitora, também não a quer, subscreva a petição contra a sua aplicação clicando aqui.
Demérito Matos, sábio com eles
domingo, 21 de janeiro de 2007
Os loucos de Lisboa
“São os loucos de Lisboa
Que nos fazem duvidar
A terra gira ao contrário
E os rios nascem no mar”
(João Monge/João Gil)
Não sei porquê, lembrei-me desta letra duma canção da Ala dos Namorados quando li no Portugal Diário um comentário à notícia de que o Ministro da Saúde “se sente «orgulhoso» por ter «resistido ao facilitismo e à demagogia» de abrir um inquérito ao socorro a um acidentado em Odemira e por defender esta sua posição no Parlamento, onde quinta-feira foi fortemente criticado”. O comentário tinha o título “são os loucos que nos governam”.
Perante tamanha estupidez, só se pode concluir que o homem é louco ou idiota. Devia era sentir vergonha de o sistema de saúde que ele deveria gerir ter permitido a morte dum cidadão por ter demorado a chegar ao hospital o mesmo tempo que demora um voo a chegar ao Brasil. Aliás, hoje deve sentir-se ainda mais orgulhoso porque o sistema de saúde que orgulhosamente dirige deixou morrer mais um cidadão, por acaso no mesmo concelho, 4 horas depois de ter sido chamado o INEM. Também deve sentir-se orgulhoso por só haver uma ambulância de assistência em todo o Alentejo (1/3 do território nacional). Deve ser porque os alentejanos são poucos, contribuem pouco para os cofres do Estado e ainda votam no Partido Comunista... É deixá-los morrer, não é, sr. Ministro? Cabrões dos comunas, quanto mais depressa morrerem melhor. O problema é que ao Alentejo também vão turistas...
Oxalá, sr. Ministro, que nunca precise de esperar tanto tempo por assistência médica. Tenha um pingo de dignidade e DEMITA-SE. O que aconteceu deveria fazer corar de vergonha todos os governantes e a sua afirmação é o exemplo da irresponsabilidade e da falta de pudor que grassa neste triste país.
São os loucos de Lisboa...
Kroniketas, sempre kontra as tretas
quinta-feira, 18 de janeiro de 2007
Só num país anormal
...é que se pode considerar normal que um acidentado demore 7 horas a chegar ao hospital que fica a 200 quilómetros. É o mesmo país onde um juiz considerou que uma ponte caiu por causa naturais, como se fosse natural uma ponte cair. Anormais não serão antes estes “decisores” de merda a quem entregámos o poder e que tomam estas decisões “normais”?
Kroniketas, sempre kontra as tretas
quarta-feira, 17 de janeiro de 2007
Gastar à tripa forra ou Se vivesses no Mónaco o hospital era mais perto
tuguinho, cínico encartado
quinta-feira, 9 de novembro de 2006
Ideia original
Esta ideia de taxar os deficientes com uma espécie de “imposto de doença” é daquelas coisas que não lembraria ao diabo. Só a um governo da república portuguesa...
blogoberto, chico-esperto
terça-feira, 17 de outubro de 2006
A tecnologia ao serviço da administração pública!
O orçamento de Estado para 2007 foi entregue ao Presidente da Assembleia da República numa “pen drive”. Ainda não há muito tempo eram resmas de papel.
Afinal os governantes também se modernizam. Sinais dos tempos...
Kroniketas, com tecnologia de ponta
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Krónikas Tugas
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Etiquetas: Governo, Tecnologia





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